MNE e Força Aérea anunciam operação de retirada de portugueses do Médio Oriente

MNE e Força Aérea anunciam operação de retirada de portugueses do Médio Oriente

A solicitação do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Ministério da Defesa Nacional resultou na operação de repatriamento de portugueses que envolve um avião C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP, referiu um comunicado conjunto do MNE e da Força Aérea.

RTP /
Foto: DR

O voo fretado à TAP transporta 147 passageiros a bordo, 139 portugueses e oito cidadãos estrangeiros, da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Peru. 

No voo militar, viajam 39 passageiros, 24 portugueses e 15 cidadãos estrangeiros, de França, Grécia, Brasil e Israel.

A chegada deste está prevista para  esta sexta-feira pelas 5h00, no Aeroporto de Figo Maduro. A hora mais precisa da chegada será comunicada oportunamente, refere o comunicado

Portugal ativou hoje o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente, indicou uma porta-voz da Comissão Europeia

O secretário de Estado das Comunidades estará presente para receber estes cidadãos repatriados, refere ainda o texto.
Portugal ativa Mecanismo Europeu

Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu para ser organizado um voo de repatriamento, disponibilizando-se a dar lugares nesse voo a outros Estados-membros.

À Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta da Preparação, Eva Hrncirova, referiu que 15 Estados-membros já ativaram, até ao momento, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos nacionais e confirmou que Portugal é um deles. A porta-voz referiu que alguns dos voos organizados já "chegaram em segurança à Europa e outros estão previstos para os próximos dias".

"A situação é instável e muda a cada hora. Por esse motivo, e por questões de segurança, não divulgamos detalhes das operações", referiu.

Ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, os Estados-membros podem pedir assistência à UE para o repatriamento de cidadãos, cabendo depois à Comissão Europeia coordenar a resposta e "contribuir para o transporte e custos operacionais de voos".
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